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Continue lendo →: Palácio Rio Negro — memória, poder e a urgência da preservaçãoO Palácio Rio Negro constitui um nó sensível na rede de memórias políticas brasileiras: foi residência de veraneio de presidentes, sede episódica de instâncias administrativas e, hoje, componente museal cuja disponibilidade ao público varia conforme decisões administrativas e orçamentos de conservação. Como lugar onde se entrelaçam história nacional e história…
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Continue lendo →: O Agente Secreto: o suspense brasileiro que conquistou a crítica e chegou ao OscarSe você ainda não viu O Agente Secreto, coloque-o na sua lista hoje mesmo. É um filme que prende desde a primeira cena: uma trama aparentemente simples — um agente enviado para cumprir uma missão — que aos poucos se transforma numa teia de tensão psicológica, decisões moralmente ambíguas e…
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Continue lendo →: Entre o muito e o pouco: uma confissão necessáriaEm algum momento a gente percebe que vive correndo atrás de algo. Um objeto novo. Uma conquista. Um reconhecimento. Como se a vida estivesse sempre ali, depois da próxima compra, da próxima meta, do próximo “agora vai”. Acho que a maioria de nós já passou por isso — se não…
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Continue lendo →: O dia em que o riso virou silêncio — o incêndio do Gran Circus Norte-AmericanoA tenda do circo havia sido armada na área central conhecida como Praça do Expedicionário, junto à Avenida Feliciano Sodré — um lugar de fácil acesso que atraiu milhares naquele domingo. Ao que consta nas investigações e relatos de época, o fogo não foi um acidente: foi provocado por terceiros,…
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Continue lendo →: Indicação de filme – Chamaram de Fundo do Poço. Eles Responderam Cantando.Há filmes que passam. E há filmes que permanecem. A Voz do Coração, dirigido por Christophe Barratier, é daqueles que continuam ressoando muito depois dos créditos finais. Não é um filme de grandes efeitos ou reviravoltas dramáticas. É um filme de silêncios, olhares e pequenas transformações. E talvez seja justamente…
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Continue lendo →: Renan Hart e a força afetiva de República dos Primos; Confira também entrevista exclusiva com o autorHá obras que nascem com o dom de tocar o leitor de maneira imediata e duradoura. República dos Primos; por Renan Hart é uma dessas experiências literárias raras, que unem sensibilidade, técnica e autenticidade em um resultado verdadeiramente memorável. Nesta coletânea de crônicas, o autor transforma recordações da infância brasileira…
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Continue lendo →: Não haveria som se não fosse o silêncio.Diz-se, às vezes com pressa, que o silêncio é ausência — uma falta a ser preenchida. Mas essa afirmação inverte a ordem real das coisas: o silêncio não é mero vazio; é a condição que permite a emergência do som. Como um leito que recebe água, o silêncio contém, delimita…
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Continue lendo →: Você teria coragem de encarar seu próprio subsolo? — Uma resenha de Memórias do SubsoloHá livros que consolam. Há livros que inspiram. E há livros que desmascaram. Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski, pertence à terceira categoria. Publicado em 1864, o romance é curto — mas emocionalmente devastador. Nele, acompanhamos um narrador sem nome, um funcionário público aposentado, isolado e amargo, que decide escrever…
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Continue lendo →: O dia em que a Terra parou — Raul, a pandemia e o espelho que não sabíamos que tínhamosSempre fui atraído por músicas que funcionam como perguntas bem colocadas. O Dia em que a Terra Parou, do Raul Seixas, é uma dessas perguntas que chega devagar e não nos larga. Na primeira vez que ouvi, parecia uma fábula irônica — uma brincadeira filosófica sobre o que aconteceria se todo…
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Continue lendo →: Indicação de filme – Feliz Natal: uma lição de humanidade no meio da guerraUm olhar sobre Feliz Natal! (Joyeux Noël) e a Trégua de 1914: como música e empatia transformaram inimigos em companheiros por algumas horas — e o que isso nos ensina hoje.