
Fundo do Poço: Memórias de um homem que aprendeu a contar dias
O que acontece quando a vida desmorona de repente — e você é obrigado a contar os dias atrás das grades?
Em Fundo do Poço: Memórias de um homem que aprendeu a contar dias, Renan Hart narra, com honestidade brutal e sensibilidade rara, os dias em que sua vida foi interrompida pelo cárcere. Entre celas superlotadas, noites de calor sufocante, códigos invisíveis que regem a sobrevivência e a constante espera por uma decisão judicial, ele descobre que a prisão não tranca apenas o corpo — ela expõe a alma.
Durante quase dois meses em uma das realidades mais duras do sistema prisional brasileiro, o autor testemunha o absurdo cotidiano: homens vivendo comprimidos em espaços impossíveis, doenças ignoradas, violência latente e uma ordem paralela que organiza aquilo que o Estado abandonou. No meio desse cenário, surgem também gestos inesperados de humanidade, fé improvisada e reflexões profundas sobre liberdade, culpa, esperança e dignidade.
Dialogando com autores como Dostoiévski, Graciliano Ramos, Viktor Frankl e Frei Betto, este livro não é apenas um relato sobre prisão. É uma jornada interior sobre o que resta de um homem quando tudo lhe é tirado — tempo, espaço, nome, rotina.
Entre memórias cruas e momentos de introspecção, Renan Hart mostra que o fundo do poço não é necessariamente o fim. Às vezes, é o lugar onde começamos a enxergar o que realmente importa.
Um testemunho intenso sobre sofrimento, fé, sobrevivência e reconstrução.

República dos primos
República dos Primos é uma coletânea de crônicas afetivas, engraçadas e cheias de memória sobre três primos crescendo juntos entre os anos 80 e 90.
Entre a casa da avó, o quintal com rede de barbante, o Natal com salada de frutas e o Telejogo com dois botões, o livro resgata uma infância brasileira comum, mas inesquecível – daquelas feitas de bolha no pé, cafifa no céu e fita VHS que precisava rebobinar.
Com humor, leveza e emoção, o autor narra episódios vividos (e talvez inventados) que celebram a amizade, os vínculos familiares e a beleza das coisas simples.
Perfeito para quem viveu o tempo das locadoras, dos videogames 8-bits, do MSN, das orações na sala e dos medos noturnos como o disco da Xuxa ao contrário e o Fofão no escuro.
Mais do que nostalgia, República dos Primos é um abraço em forma de livro – para quem cresceu no mesmo terreno, só com nomes e calçadas diferentes.

Notas do invisível
Um adolescente, gênio autodidata do piano, vive experiências musicais intensas e incontroláveis que parecem alucinações — músicas que nunca ouviu, mas que consegue tocar. Essas visões sonoras são uma bênção e uma maldição. Ele vive o conflito entre sua natureza livre e criativa e o rigor de um professor tradicional. Ao fundo, uma mãe com um segredo que se entrelaça com sua própria relação com a música e com Deus, revelando que talvez o dom do filho seja mais espiritual do que psicológico.
Ele não aprendeu música. Ele nasceu ouvindo o que ninguém mais ouvia.
Aos 14 anos, Samuel nunca teve uma aula de piano — mas toca como um mestre. Desde pequeno, ouve melodias que ninguém mais consegue escutar. Elas surgem, insistentes, como se o próprio mundo invisível estivesse tentando se comunicar. Seu pai acredita que é apenas talento. Seu professor insiste que sem teoria, não há arte. Sua irmã pequena apenas o observa em silêncio, como se já soubesse a resposta. Mas sua mãe… sua mãe guarda um segredo. Um segredo que talvez explique tudo — ou destrua tudo. Inspirado nos relatos reais do neurologista Oliver Sacks, Notas do Invisível é mais que um romance sobre música e genialidade: é uma jornada espiritual sobre dons, identidade, sacrifício e o que acontece quando Deus fala por meio de sons que ninguém mais consegue ouvir.

Contos que inspiram
A grande expectativa criada em torno deste livro, foi sentida pela vontade de seus autores em deixar seus legados para a posteridade. Relatar coisas que a nova geração nem podia imaginar o quanto seus ancestrais lutaram por vencer na vida,construir uma família, educar os filhos para a vida. Poder contemplar esse desejo no coração de cada um, se tornou muito compensador, poder ajuda-los nas suas produções literárias. Mesmo um tanto modesta, seu objetivo se torna muito grande e abençoador – quando em cada rosto o brilho vitorioso de quem chegou até aqui na sua caminhada cristã.